O Rovuma LNG caminha para a decisão de investimento de 2026: o que os fornecedores devem ter pronto
Uma fábrica em terra de 18,6 mtpa com 12 módulos de liquefacção, um investimento reportado entre 20 e 30 mil milhões de dólares, e arranque previsto para 2031. Quando a decisão chegar, os fornecedores que já estiverem registados, estruturados para o conteúdo local e com pessoal estarão melhor preparados para responder aos concursos.
Onde está o projecto (Outubro de 2026)
- Força maior levantada a 20 de Novembro de 2025; o operador afirma que os parceiros progridem para uma decisão final de investimento em 2026. Não tinha sido anunciada decisão quando esta nota foi escrita.
- A 10 de Agosto de 2026 a ExxonMobil emitiu uma carta de intenções à joint venture SMDC (Saipem, McDermott Energy Solutions, Daewoo E&C, CPECC) para serviços limitados de engenharia e aquisições da Fase 1; a Saipem descreve-a como trabalhos preliminares, com a adjudicação final condicionada à decisão de investimento e às aprovações.
- A 17 de Agosto de 2026 os parceiros adjudicaram cerca de 1,1 mil milhões de dólares em contratos de pré-investimento para equipamento subsea de longo prazo de entrega (OneSubsea com a Aker Solutions Mozambique, Advanced Technology Valve, Corinth Pipeworks, Sumitomo, Zhejiang Jiuli).
- A 10 de Setembro de 2026 a ExxonMobil assinou uma carta de intenções com a Saipem e a Jan De Nul para o âmbito upstream e adjudicou contratos de shorebase em Pemba à CFML Logistic SA e à Alistair Group Mozambique, ambas de capital moçambicano.
- As obras iniciais de infra-estrutura foram adjudicadas ao consórcio Mota-Engil e Bonatti por 178 milhões de euros, segundo notícias de Setembro de 2026.
- Parceiros da Área 4: Mozambique Rovuma Venture (Eni, ExxonMobil, CNPC) 70%, XRG (ADNOC) 10%, KOGAS 10%, ENH 10%.
O que a decisão desbloquearia
A adjudicação do EPC completo, a expansão dos acampamentos e do porto em Afungi, o transporte e instalação de módulos, e uma segunda vaga de contratos de obras civis, electricidade, logística, catering, segurança e mão-de-obra em Cabo Delgado, sobreposta ao pico de construção do Mozambique LNG ao lado. A Autoridade de Conteúdo Local criada pela Lei 9/2026 vai medir esta vaga desde o início.
Seis coisas a ter prontas
- Uma entidade moçambicana, ou uma parceria com pelo menos 20% de capital moçambicano, constituída e licenciada.
- NUIT, registo de IVA e inscrição no INSS, com quitações disponíveis a pedido.
- Registo concluído nos portais de fornecedores do operador e dos EPCs, e o dossier de certificação de conteúdo local preparado para quando o procedimento da Autoridade abrir.
- Um plano de contratação para os primeiros expatriados, usando o regime de curta duração de 180 dias do Decreto 63/2011 onde couber e iniciando cedo as autorizações de trabalho.
- Uma minuta de contrato que atribua explicitamente retenção na fonte, IVA e risco cambial.
- Contabilidade e folha salarial que produzam evidência de conteúdo local, fiscal e cambial desde a primeira factura.
Fontes
- ExxonMobil em Moçambique: carta de intenções à joint venture SMDC para o Rovuma LNG (10 Agosto 2026)
- Saipem: carta de intenções para o projecto Rovuma LNG em terra (7 Agosto 2026)
- ExxonMobil em Moçambique: mais de mil milhões de dólares em contratos de pré-investimento (17 Agosto 2026)
- ExxonMobil em Moçambique: selecção do EPCI upstream e prestadores de shorebase (10 Setembro 2026)
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